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I - De Thingol em Doriath
Havia um rei nos dias de antigamente: antes dos homens caminharem na terra o seu poder era reverenciado na sombra das cavernas, a sua mão estava sobre os vales e clareiras. De folhas a sua coroa, o seu manto verde, as suas lanças prateadas longas e afiadas, a luz das estrelas no seu escudo era apanhada, antes da Lua ser feita ou o Sol forjado. Nos dias futuros quando para a costa da Terra Média de Valinor as hostes Élficas em força regressaram, e bandeiras voaram e faróis queimaram, quando os reis de Eldamar passaram em força de guerra, debaixo do céu então ainda as suas trompas de prata troaram quando o Sol era criança e a Lua nova. Longe então em Beleriand, na terra cercada de Doriath, o Rei Thingol sentava-se no trono guardado nos muitos salões de colunas de pedra: ali o berilo, pérolas, e a pálida opala, e o metal eram forjados como escamas de peixe, escudos e coletes, machados e espadas, e brilhantes lanças eram deitadas em montes: tudo isto ele tinha e achava pouco, pois mais querida do que toda a riqueza em salões, e mais bela do que as nascidas dos Homens, uma filha ele tinha, Lúthien.
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